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Poeta e apenas poeta

Já me olharam espantados quando digo que sou poeta e só poeta. Que não canto, nem danço, nem atuo, nem pinto, nem bordo, que "só" ...

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Livreto

musa e autor dormem
e um poema na gaveta
perde a poesia

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Dos moinhos de vento

Eu acho tão engraçado quando poetas contemporâneos exaltam que seus versos não tem métrica ou rima.

Falam de um jeito como se isso fosse uma particularidade, um feito, algo que distinguisse sua poética das demais que o cercam, como se fosse algo muito diferente do que é feito hoje.

Mal percebem que o verso livre já virou arroz de festa, completamente hegemônico e dentro do manual da boa poesia contemporânea.

Meu caro poeta contemporâneo, você pode fazer seus versos livres à vontade, mas, por favor, não acredito que isso seja um feito revolucionário ou digno de ser exaltado.

Essa revolução já aconteceu no início do século passado e o monstro parnasiano que diz hoje combater tem tanto poder quanto os gigantes de Dom Quixote.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sou o que sou

Eu não viveria no céu;
Gosto do cheiro da terra,
do suor de gente que erra,
acerta e faz escarceu.

Eu não viveria no céu;
Gosto do cheiro de vida
de cutucar a ferida.
Bolero lambada e créu!

Eu sou do tipo atrevido,
que nunca tá resolvido;
como sujeito normal.

Eu sou o que sou e posso
no que faço, vou e aposto
botando pimenta e sal