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Poeta e apenas poeta

Já me olharam espantados quando digo que sou poeta e só poeta. Que não canto, nem danço, nem atuo, nem pinto, nem bordo, que "só" ...

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Beterraba

Não cacete, não começa
co'a boca no meu caralho
Primeiro quero que meça
o meu pé como seu malho

Dedos e falanges sem pressa
decore co'a saliva e língua
pra lhe entrar onde interessa
e no meu pé rebolar faminta

Eu me rio quando me recordo
de suas juras de que nunca
chuparia meu dedão

É sem vergonha e lhe mordo
como cão cobre sua cadela
deflorando seu botão

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Ela Conta sobre o mineiro que não gostava de Mar lhe levando para conhecer Simone de Beauvoir.

Na noite anterior eu havia pedido seus textos de simone para ler enquanto Ele jogava computador. Me deu e sugeriu que eu lesse o capítulo "a lésbica", que era o que Ele estava lendo também e assim poderíamos discutir juntos depois. Li boa parte do capítulo, parando para comentar algumas partes, mas já era tarde e fomos dormir antes que eu o terminasse.

Abraçados de conchinha, ainda comentamos mais algumas coisas, eu estava incomodada com algumas partes em que ela parecia dizer que toda mulher é lésbica, mas Ele explicou que na verdade ela diz que é natural ter um primeiro impulso sexual com mulheres pois quando criança a primeira sensação positiva veio da mãe e reproduzir isso não torna a menina lésbica. Foi divertido pensar então que o fato de eu ter experimentado meninas aos 13,14 anos não me fez ou faz bi, nunca me senti bissexual de qualquer forma. Mas enfim, dormimos, cedinho como agora é o de costume.

Acordamos as 5 e pouca, eu levantei para fazer xixi e quando voltei Ele estava levemente acordado. Me abraçou na cama e disse que estava com vontade de tomar leite queimadinho. Achei fofo Ele pedir, mas eu não lembrava exatamente do gosto mas minha avó já tinha feito para mim uma vez. Perguntei como fazia, você disse que era só caramelo e leite, enrolei só mais um pouquinho na cama para espantar a preguiça e levantei para fazer.

Voltei com ele bem quentinho na caneca cor de canela, deixei na janela para esfriar, me aconcheguei nos seus braços mais um vez e cochilamos por mais uns minutinhos, na verdade só descansamos a vista, quando acordamos de novo o leite estava quente na medida certa. Ele tomou como uma criancinha, fazendo biquinho a cada pequeno gole que dava. Pensei que podia estar muito doce mas você me disse que estava uma delícia, e tomos tudinho.

O sono não voltou dessa vez, e depois dele tomar seu leitinho, fui procurar o meu. Subi nele como se fossemos fazer um 69, adoro lhe chupar nessa posição, mas eu não queria que me chupasse, então mantive minha bocetinha na altura do seu peito, e comecei a sugá-lo. Seu pau estava uma delícia em minha boca, e suas mãos as poucos começaram a percorrer meu corpinho, parecia brincar de desliza-las perto do meu rabinho só para me deixar com vontade e tirar logo em seguida.

De boca cheia não conseguia pedir verbalmente, mas rebolei e pisquei o cuzinho implorando para que metesse, senti seu pau pulsar mais forte e enfim atendeu minhas súplicas, colocou primeiro um, depois enfiou dois, me lambuzou de creme e então não consegui mais contar, apenas sentir me alargar mais cada vez que retraía um pouco a mão e depois a enfiava de novo. Em certo ponto percebi que estava usando as duas mãos, não sabia quantos dedos de cada, mas sentia Ele me alargando, dividindo e alargando meu rabo como um pedaço de carne, não me contive e gozei, quase engasguei com seu pau quando o fiz, e você percebeu, pois logo em seguida me tirou de cima de ti e começou a me foder o cuzinho. Implorei para sorver-te quando gozasse, como resposta me fodeu com mais força ainda, eu ardia por dentro, com o cu todo esfolado recebendo estocadas cada vez mais fortes, mas quando gozou tirou o pau do meu cu, me puxou pelos cabelos e forçou ele conta minha boca, engoli cada gotinha e ainda pude senti-lo pulsar em minha língua, depois de uma foda tão gostosa, voltamos a dormir.

Acordamos com pouco tempo, eram quase 11 horas, tinhamos que passar na gráfica para imprimir os livretos do Videverso, almoçar e estar no IFCS as 13:30. Tomamos banho então, e saímos. Pegamos um uber até a gráfica. Ao lado da gráfica vimos um adesivo do RioCard numa lojinha de conveniência, achamos ótimo e aproveitamos para recarregar ali o seu bilhete, você me mandou botar 64 reais, que dão 20 passagens de metrô, e assim eu fiz. Na volta te entreguei a notinha, e começaram os problemas. Você viu que tinha sido descontado um dinheiro, eu nem tinha visto, voltei la e perguntei o que era, o moço explicou que como era um ponto de recarga "fora" da loja do RioCard, cobrava 3% do valor da recarga. Eu voltei e lhe expliquei, pedi desculpas pois eu sempre coloco nas loja RioCard, não por saber disso mas por ser perto de onde trabalho e tal, então nunca tinha feito em outro lugar pra saber que tinha isso. Ele disse que tudo bem, que o cara que agiu de má fé em não me falar isso antes da recarga, e resolveu ir la pedir o estorno do dinheiro, mas o moço não aceitou.

Pois bem, amargando essa e continuamos na fila da gráfica. Ele foi atendido, o menino imprimiu tudo e fez a primeira folha frente e verso perfeita, mas na hora de fazer as 30 cópias, a máquina travou, e aquela era a única que fazia frente e verso. O menino nos disse para esperar uns 30 minutos até a máquina voltar a funcionar, e resolvemos almoçar enquanto isso.

Fomos ao Macarrone, olhamos e olhamos o cardápio e resolvemos comer um Lunático, molho branco com frango e limão, Ele foi escolher a massa e... não tinha a que você queria, nem a segunda que você queria, e ali eu comecei a ficar com medo de como podia ficar esse dia! A cereja do bolo foi perceber que esqueci minha carteira na sua casa, e Ele o grampeador. Rimos, íamos fazer o que né? Comemos, e as coisas começaram  a melhorar. Voltamos na gráfica e fomos atendidos logo, os livretos ficaram prontos e voltamos para casa, andando tranquilos, no caminho passamos numa loja quinquilharia e compramos uma lixeira do tamanho que Ele queria para a área. Entrei na sua casa e peguei minha carteira e seu grampeador, e lá mesmo já pegamos um transporte pro IFCS.

Chegamos e a aula estava começando, estavamos sem o texto, mas lhe dei o tablet e Ele conseguiu acha-lo online, a aula foi muito boa. Eu tentei falar numa hora, maldita hora, todo o discurso super articulado foi pelo ralo no primeiro questionamento da professora, e eu fiquei paralisada olhando pra ela, porém Ele pegou o que eu disse e completou o raciocínio, aí a professora concordou.

Ele olhou pra mim e disse parabéns, eu sabia que ia lhe deixar orgulhoso, mas ainda estava com vergonha demais demais pra conseguir ficar feliz com qualquer coisa. Fiquei olhando ao redor da sala, as meninas são lindas, não sei como você consegue estudar. Me irritou uma hora que a hiponga falou com desdém intelectual da Valesca, mas deixei passar.

Saímos do IFCS com Ele radiante por eu ter falado, e discutindo sobre o que ouvimos na aula, e fomos andando até a casinha da Ra, nos divertindo pelo caminho, e dividindo o percurso em pequenas partes, do IFCS à carioca é perto, da carioca à Cinelândia é perto, da Cinelândia à lapa é perto, da lapa à gloria é perto, da glória ao catete já chegou! E se parar pra pensar, não só é perto, como é 6 vezes perto!

A oficina começou e foi ótima, era sobre Oswald de Andrade, e os poemas não eram muito bons, mas eu, Ele e mais uma moça lemos a "trilogia" infância adolescência e velhice, foi divertido! Em especial no final, na hora do piquenique antropofágico, onde cada um de nós teve que escrever dois versinhos numa fruta, um de dele e um próprio, e depois tinhamos que escolher a fruta de outra pessoa para devorar e declamar a poesia. A Ra filmou a performance, e foi super divertido.

De  lá fomos andando para o ratos de versos, que tava rolando no tico e taco. Chegamos muito cedo, e o Alberto nos chamou para um bar no beco do rato que lhe encantou! Ficou o tempo todo pensando em seu pai, como ele adoraria o ambiente e tal. Pedimos algumas cervejas e o papo estava ótimo, estávamos falando de putaria é claro, foi muito bom o encontro.

Voltamos pro ratos e tivemos que aturar um grupo punk berrando coisas desconexas no microfone, estava insuportável ficar dentro do bar com eles falando, então saímos por piedade aos nossos ouvidos e neurônios. Quando saímos dei falta da minha bolsa, havia esquecido no bar, voltamos lá correndo, mas estava no exato mesmo lugar que eu deixei, por puta sorte.

Voltando ao ratos nunca me senti tão pedreira, a punk que eu havia xingado, dito que prestava um desserviço a qualquer causa, estava na porta do bar e tirou a jaqueta de uma forma tão sexy que na mesma hora ela passou a ser a ativista dos meus sonhos. Ele riu, e riu muito de mim, quando chegamos mais perto olhou para ela e deu "parabéns pelo discurso", ela ficou molhadinha na hora, passou o resto do sarau te lançando olhares. Fiquei na dúvida entre ir pra casa ou ficar contigo, mas você parecia querer que eu ficasse, e minha mãe mal me veria em casa se eu fosse, então acabei ficando.

Fui dar uma volta pelo quarteirão, Virgínia chegou com umas blusas legais que estavam vendendo atrás do tico e taco, e fui dar uma olhada, mas não tinha nada do meu tamanho. Quando voltei o grupo punk já tinha ido embora, e pouco depois você quis ir também. Andamos até a Ele pois estava com fome e não teria nada em casa pra comer, paramos naquele pé sujo em frente ao bar da cachaça e rachamos um PF.

Voltamos a falar de feminismo, nas desigualdade  e chegamos no seu avô, que é sempre um assunto complicado, muito dolorido pra Ele, mas pela primeira vez se abriu sobre isso, contou das poucas vezes que o viu, como se sentia mal por ter sido distante nesses poucos encontros, e eu tentei lhe consolar, mas não acredito que exista muita coisa a se dizer quando se perde alguém, não foi sua culpa.

Voltamos para casa de uber, nem tentei lhe bolinar, deitei na caminha contigo e dormimos abraçadinhos.

No dia seguinte acordou com ressaca, é claro. Lhe paguei um boquetinho para ajudar a acordar melhor, e gozou dedando meu cuzinho enquanto eu sussurrava putaria no seu ouvido.  Lhe deixei na cama e fui comprar café da manhã e Gatorade para sua ressaca, na volta, depois de forrar a barriguinha, levantou todo animado, parecia outro menino, pegou uma corda e amarrou minhas mãos nos pés, como se eu fosse uma animal de caça,  e me usou. Me fodeu o rabo sem dó, e no final me virou de quatro, uma das posições mais humilhantes que já fiquei, amarrada daquela forma eu parecia completamente jogada, uma delícia, gozei tão gostoso, e Ele também, encheu meu rabinho de porra com um gemido lindo.

Me deitou de novo e me usou como apoio para as pernas, foi gostoso lhe servir como banquinho, peguei o tablet e fiquei jogando, uma cena linda que estava, nós dois de bobeira na cama, cada um com seu aparelho na mão, parece tão simples, mas ligados ao outro, com carinho e tesão, tanto que não passou muito tempo até que me fodesse de novo.

Dessa vez usou creminho, mais uma vez foi extremamente humilhante, enfiou o bico do tubo de creme no meu cu e apertou como se estivesse enchendo um saco de lixo, fodeu meu cu em seguida, já estava ardido, mesmo com o creme doía muito, aquela dor das pregas já arrombadas, o cu latejando, assado, usado, pulsando de tesão. Gozamos mais uma vez, e dessa vez me desamarrou.

Deitamos para dormir, e eu caí no sono rápido, acordei pouco depois, acho que o movimento da punheta me acordou, no exato momento em que Ele gozou, pude ver certinho o gozo saindo e as gotinhas deslizando pela sua glande, foi lindo, lindo mesmo de ver. Perguntei rindo por que Ele tinha acordado tão taradinho, mas  não soube responder, disse que só  assim. Então me abraçou e voltamos  e cochilamos juntos pela última vez.