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Poeta e apenas poeta

Já me olharam espantados quando digo que sou poeta e só poeta. Que não canto, nem danço, nem atuo, nem pinto, nem bordo, que "só" ...

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Aconteceu

Lucas C. Lisboa

O conta-silabas depois de tanto tempo tecendo linhas e linhas de versos formou seu casulo de palavras, ritmo e rimas. E dentro dele ficou em sua metamorfose lendo livros, ouvindo vozes...

Até que um dia, sem mais nem menos, atinou que não importava quantas palavras lesse, em quanto o som lhe soasse bonito ou forte. Co'a mesma caneta que escreveu tantas linhas, ele, agora Poeta, riscou os versos que nada diziam e não os reescreveu.

Já era tempo de novidades, ousou (uma heresia talvez) e colocou verso ao lado de verso, trilhando, encadeados e continuos, não mais truncados um embaixo d'outro. Sentou-se novamente na mesma escrivaninha e pôs-se a escrever sua prosa.

4 comentários:

Ataualpa S.Pereira disse...

Tal uma gravidez acidental.Mas filho é filho, afinal.

Lilith Caçadora disse...

Prosa ou poesia?
Que dúvida cruel não é?
Mas ambas dão muito prazer, pq as duas não pode ser?

Anónimo disse...

Delicioso!!!!

Poetisa Mórbida disse...

Oi querido!!!

Quanto tempo não nos falamos!

Sinto saudades de nossas conversas, por isso vim ao seu cantinho ler o que escreves e matar a saudade!!

Amo suas poesias!

Beijos gélidos