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Poeta e apenas poeta

Já me olharam espantados quando digo que sou poeta e só poeta. Que não canto, nem danço, nem atuo, nem pinto, nem bordo, que "só" ...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Vermelho de Chão, Vermelho de Bucha

Lucas C. Lisboa

Joelho ralado e vermelho,
não de meu sangue aos montes...
mas do mesmo barro velho
cá dos belos horizontes!

Choro e escuto o conselho:
"Banho fim-de-férias antes!¨
Retruco mas me aponta o bedelho:
que tem barro até nas frontes!

E diz a vó, no fogareiro,
quentando ao pé da serra:

"que apenas caminha quem erra
quem tropeça na montanha

de terra rubra e estranha
do ferroso formigueiro!"

6 comentários:

Ingrid disse...

Você escreve muito bem, adorei!

Bárbara (B.) disse...

Homenagem à tua cidade?

Gostei da construção do poema, você é impecável nisso.

Alana disse...

"que apenas caminha quem erra
quem tropeça na montanha "

que graça teria se fosse tudo liso e fácil de percorrer? são extamente as pedras no caminho que ralam nosso joelho que deixa nossa superficie mais polida!

Ataualpa Pereira disse...

Fantástico!

Nathalia Helena disse...

Harmonioso e sutil... maravilhoso

mas voce sabe que ainda prefiro aqueles poemas rançosos e com um toque cafona de orgulho da terra, de preferencia aqueles que terminam com "quem te conhece nao esquece jamais, Ohhhh Minas Gerais" rsrsrsrsrs

Sarah disse...

Você me impressiona a cada poema;