Quero ser onde o casal extravasa
a fome como um verdadeiro ninho
Serei eu um morto de cova rasa
ou de sepulcro caiado de vinho
Darei Eu abrigo na minha asa
feito um anjo torto e mesquinho
Os jovens de preto ali sua casa
farão e jamais estarei sozinho
Sepultura, oh minha querida sepultura
lhe paguei parcelado no cartão nubank
e que me atura não hoje mas amanhã
das bactérias serei instituto de cultura
pronde levo leve o peso do soco e do baque
e que me acolhe como amante, prima e irmã
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