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Poeta e apenas poeta

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

O Parnaso contra ataca

Lucas C. Lisboa

Eu digo adeus à poesia de gaveta
com tantos dos seus versos tão disformes
Todo meu versejar não é gorjeta
Para que viva dentro dos conformes

Porque não há metro que lhes perverta
meus sentimentos vívidos e enormes
é natural que nas regras me verta
d'algum pensamento que encha ou entorne

Quero ver se tua tão vã liberdade
me provoca a menor saciedade
ou mesmo umas migalhas d'alegria

Diga-me pois onde está teu prazer
que ali também irei lhe perverter
pelo som da mais bela simetria
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