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Poeta e apenas poeta

Já me olharam espantados quando digo que sou poeta e só poeta. Que não canto, nem danço, nem atuo, nem pinto, nem bordo, que "só" ...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A pirâmide de um homem

Lucas C. Lisboa

Queria que seu castelo de cartas tocasse o teto da sala de jantar. Era, sem sombra de dúvidas, um projecto ambicioso. Não lhe bastariam fantos baralhos ou mesmo mais de mil horas de labor dedicadamente cuidadoso 

Terminada sua obra, de tatas cores e motivos estampados, encheu-se todo de vaidade e seu ego ficou ainda mais ardoroso: uma pirâmide de mármore construiria do solo até rasgar o céu e o firmamento luminoso.

Não contava, porém, que ao colocar o último bloco de mármore, a pirâmide se cravasse, firmemente,  no tecido azul. E, muito menos, que do chão se elevasse para ficar dependurada, com uma  brancura tal de um lustre na sala de jantar.
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