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terça-feira, 28 de junho de 2011

Villanelle de um Vadio

Lucas C. Lisboa

Não sou terreno baldio
com meu peito abandonado
por um coração vadio

Se tem a sede de um rio
pois tome muito cuidado
não sou terreno baldio

Apenas nunca sacio
o desejo apaixonado
por um coração vadio

Pela flor não lhe sorrio
em um gesto perfumado
não sou terreno baldio

que carente pelo frio
se apanha todo encantado
por um coração vadio

Me fiz de torto e errado
por um peito apedrejado
Não sou terreno baldio
por um coração vadio

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