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Poeta e apenas poeta

Já me olharam espantados quando digo que sou poeta e só poeta. Que não canto, nem danço, nem atuo, nem pinto, nem bordo, que "só" ...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Flerte sobre trilhos


Lucas C. Lisboa

Com o doce balanço do vagão
Ela morde seus lábios bem no canto
e conforme lhe sobe seu tesão
relê o poema cheio de tanto encanto

Ele se fez poeta em procissão
que evangeliza como fosse santo
e tem a poesia e a desrazão
as duas únicas deusas de seu canto

ela moça de saia justa e curta
que curte os versos dele com corpo
tendo sua alma cativa e bem absorta

sua silueta no reflexo torto
da janela ele admira e arquiteta
para dela fazer seu cais e porto



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